Quinta, 06 Dezembro 2012 22:00

Soli Deo Gloria, concerto inaugural do Vocal Consort Blumenauensis, será apresentado dia 17

O Vocal Consort Blumenauensis iniciou suas atividades em agosto de 2012, com o intuito de fomentar um trabalho de excelência em música coral clássica em Blumenau.

Idealizado por Marcos Liesenberg e Roberto Rossbach, em seu concerto de estreia, no dia 17 de dezembro, às 20h, no Auditório Heinz Geyer do Teatro Carlos Gomes, o coro de câmara apresenta um repertório de música sacra com textos profundos, meditativos e que suscitam a reflexão sobre a nossa própria existência. Para este programa o coro conta com acompanhamento de órgão e violoncelo. Os ingressos estão à venda na bilheteria do TCG ao preço de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Os planos do VCB são realizar uma temporada anual de concertos de música clássica e sacra, oferecendo assim à comunidade blumenauense e catarinense um contato intenso e frequente com este gênero de espetáculo.

Soprano 1: Roseli Weingartner, Sandra Mohr, Karolyne Liesenberg
Soprano 2: Tatiane Krüger Niebuhr, Paula Tessarolo, Elke Haas Fonseca
Contralto: Elisiana Klabunde, Karin Haas, Luciana Lira, Adriana Neumann
Tenor: Marcos Liesenberg, Tobias Andreas Weege, Lúcio Mello, Guilherme Albanaes
Baixo: Javier Venegas, Otávio Haguiuda, Rolf Haas, Marcos Silva
Órgão: Juliana Leticia Furlani
Violoncelo: Thiago Máximo Bezerra
Preparação Vocal: Marcos Liesenberg
Regência: Roberto Rossbach

O concerto de estreia terá o seguinte repertório:

1. Claudio Monteverdi (1567 – 1643)
Dolcissimo uscignolo – Madrigali guerrieri et amorosi (1638-9)
Madrigal para coro misto a cinco vozes (SSATB) do VIII Livro
2. Heinrich Schütz (1595 – 1672)
Selig sind die Toten – SWV 391 (1648)
Moteto sacro para coro misto a seis vozes (SSATTB) e baixo contínuo
3. Johann Christoph Bach (1642 – 1703)
Sei getreu bis in den Tod – Apocalipse II – 10
Moteto sacro para coro misto a cinco vozes (SSATB) e baixo contínuo ad libitum.
4. Josef Rheinberger (1839 – 1901)
Abendlied – Opus 69, n. 03 (Lucas XXIV – 29)
Moteto sacro para coro misto a seis vozes (SSATTB)
5. Georg Friedrich Händel (1685 – 1759)
Oratório Jephtha – HWV 70 (1751)
Waft her angels through the skies – Recitativo e Ária
Marcos Liesenberg (Tenor) – Sandra Mohr (piano)
6. Georg Friedrich Händel (1685 – 1759)
Ópera Rodelinda, regina de’ Longobardi HWV 19 (1725)
Fatto, inferno... Pastorello d’um povero armento – Recitativo e Ária de Grimoaldo
Marcos Liesenberg (Tenor) – Sandra Mohr (piano)
7. Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Jesu, meine Freude – BWV 227 (1723?) – Romanos 8:1, 2, 9, 10, 11
Moteto sacro para coro misto a cinco vozes (SSATB)
1. Jesu, meine Freude (coral SATB, verso 1)
2. Es ist nun nichts Verdammliches (coro SSATB, Romanos 8:1)
3. Unter deinem Schirmen (coral SSATB, verso 2)
4. Denn das Gesetz (solo SSA, Romanos 8:2)
5. Trotz dem alten Drachen (coral SSATB, verso 3)
6. Ihr aber seid nicht fleischlich (fuga SSATB, Romanos 8:9)
7. Weg mit allen Schätzen (coral SATB, verso 4)
8. So aber Christus in euch ist (solo ATB, Romanos 8:10)
9. Gute Nacht, o Wesen (coral SSAT, verso 5)
10. So nun der Geist (coro SSATB, Romanos 8:11)
11. Weicht, ihr Trauergeister (coral SATB, verso 6)

Sobre Roberto Rossbach
Iniciou seus estudos musicais em 1986, possui graduação em Música – Licenciatura (2000, Furb), especialização em Ensino da Arte, (2006, Furb) e mestrado em Música – Musicologia (2008, Udesc), sob a orientação do professor Dr. Marcos Holler. Estudou piano, flauta transversal, canto e regência. Entre 1994 e 2006 regeu coros ligados à sociedade de caça e tiro, igreja e universidade. Em 2004 iniciou seus estudos de cravo, participando de oficinas e masterclass com Nicolau Figueiredo (França/Brasil), Rosana Lanzelotte (Rio de Janeiro), Maria Eugênia Sacco (São Paulo), Jacques Ogg (Holanda) e Nicholas Parle (Austrália/Inglaterra).

Atualmente dedica-se à interpretação de música dos séculos XVII e XVIII, atuando como cravista e regente, e à pesquisa em musicologia histórica em Santa Catarina, com foco em música na imigração alemã. É professor de música (1994), regente da Orquestra Prelúdio (2001) e musicólogo (2011) na Escola de Música do Teatro Carlos Gomes; professor do quadro da Furb no Curso de Licenciatura em Música (2004) e regente titular da Orquestra da Furb (2010); e regente dos coros da Paróquia Evangélica Luterana Centro – Blumenau (2011) e do coro de câmara Vocal Consort Blumenauensis (2012).

Sobre Marcos Liesenberg
Tenor, natural de Blumenau (SC), bacharel em Letras, estudou flauta doce, violino e regência coral. Em 1995 transferiu-se para Curitiba para estudar canto com Neyde Thomas. Em 1996, passou a integrar a Camerata Antiqua de Curitiba, na qual atuou como solista em diversas cantatas e oratórios de compositores barrocos, como Bach, Schütz, Buxtehude, entre outros. Desde 1998 vem atuando como solista junto a diversas orquestras brasileiras e nos principais teatros brasileiros.

Em Curitiba, participou das montagens das óperas Il Barbiere di Siviglia de Rossini, Bastien und Bastienne, Così fan Tutte e Die Zauberflöte de Mozart e L’Elisir d’Amore de Donizetti. Em 2003, participou do espetáculo Barroco! no CCBB de Brasília. No Rio de Janeiro, solou a Nona Sinfonia de Beethoven com a Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal do RJ e a Paixão de São João de Bach com a Cia. Bachiana Brasileira, na Sala Cecília Meirelles. Participou ainda do espetáculo O Último Dia, sobre a vida e obra do Padre José Maurício, no CCBB-RJ, da montagem da ópera O Barbeiro de Sevilha, no papel do Conde Almaviva, no Palácio das Artes de Belo Horizonte (MG) e do Réquiem, de Mozart, com a Orquestra Sinfônica Brasileira, no Teatro Municipal do RJ, além de se apresentar em recitais de música de câmara em diversas salas de concerto.

Em janeiro de 2004, atuou no papel de Mozart, na ópera Mozart & Salieri, de Rimski-Korsakov, em Curitiba e no papel de Herr Vogelsang, da ópera Der Schauspieldirektor, de Mozart, em temporada no Sesc Copacabana – RJ.

Conquistou o terceiro prêmio no V Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão em abril de 2004. Ainda em 2004, atuou nas óperas Turandot (Pang), de Puccini, no Palácio das Artes de BH, Zaira (Orosmane), de Queiroz, em Juiz de Fora, além de solar no papel do Evangelista, na Paixão Segundo João, de Bach, em Porto Alegre, com a Orquestra de Câmara da Ulbra.

Em 2005, abriu as temporadas das orquestras da Unisinos, solando a Missa de São Sebastião, de Antonio Carlos Gomes, e da Orquestra do Theatro São Pedro, de Porto Alegre, como Evangelista, na Paixão Segundo João, de Bach. Na Sala São Paulo, solou a Messe Solennelle, de Charles Gounoud. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, interpretou Malcom em Macbeth, de Verdi. No Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, interpretou Antônio, na ópera Aquiry, de Mário Brasil, Die Zauberflöte (Tamino) de Mozart e Magnificat de J.S.Bach no Festival Aldo Baldin, em Florianópolis, e A Viúva Alegre (Camille) de Franz Lehar, em Ipatinga (MG), Weihnachts-Oratorium de Bach (Evangelista e árias) com a Camerata Antiqua, em Curitiba e The Messiah, de Handel, com a Orquestra de Câmara de Blumenau, em Blumenau.
Em 2006 foi solista de obras como Die Sieben Letzten Worte des Erlösers am Kreuze, de J. Haydn com a OSESP,Christus am Ölberge, de Beethoven, abrindo a temporada do TMRJ, com a OSTRJ Stabat Mater, de Gioachinno Rossini, com a Orquestra Sinfônica do Paraná, Don Giovanni (Don Ottavio), de W.A. Mozart, no Teatro Guairá e no Teatro Comunale di Adria na Itália.Ainda em 2006 atuou na estreia mundial da ópera O Cientista, de Sílvio Barbatto, no TMRJ, entre outros.

Mudou-se para Salzburg, na Áustria em janeiro de 2007, onde destacam-se elogiosas atuações como na Johannes Passion (de Johann Sebastian Bach), com a Salzburger Konzertgesellschaft na Grosse Universitatsaula em Salzburg, cuja crítica elogiou sua performance, destacando a plasticidade de sua articulação e propriedade da sua interpretação dramática do texto como evangelista. O Requiem, de W. A. Mozart, Cantata do Café, de J.S.Bach, Dido e Enéas, de Henry Purcell, Jubelmesse, de Carl Maria von Weber, entre outras. Em junho de 2007, atuou como Ferrando na ópera Cosi fan tutte, de W.A. Mozart, numa produção do Mozarteum de Salzburg, com a Orquestra do Conservatório de Moscou, na cidade de Salzburg.

No Brasil, em 2007, foi solista em obras como Eine kleine Freimaurerkantate, de W.A.Mozart, Nelson Messe, de J. Haydn; Les Illuminations, de Benjamin Britten e On Wenlock Edge, de Ralph Vaughn Williams, com a orquestra da Camerata Antiqua de Curitiba, em dezembro de 2007.

Desde setembro de 2007 é solista contratado do Theater Nordhausen/Loh-Orchester, na Turíngia, Alemanha. Neste teatro nas temporadas de 2007/2008 e 2008/2009 atuou nos papéis de Jaquino, da ópera Fidelio, de Ludwig van Beethoven; Conde Boni Kancsianu, na opereta Die Csárdasfürstin, de Emmerich Kalman, por cuja atuacao recebeu elogiosas críticas. Em estreia mundial, foi solista do balé Die Heilige, de Renée Hirschfeld. Na temporada 2008/2009, atua em Eine Nacht in Venedig, de Johann Strauss, no papel de Caramello; no musical On the Town, de Leonard Bernstein, no papel de Chip; na ópera Os Contos de Hoffmann, de Jacques Offenbach, nos papeis de Andreas, Pitichinaccio, Franz e Cochenille; na ópera Don Giovanni, de Mozart, no papel de Don Ottavio e na opereta Im weissen Rössl, de Ralf Benatzki, no papel de Leopold.

Em dezembro de 2008, foi solista no Oratório de Natal, de J.S.Bach, com a OSUSP e em Die Schöpfung, de Haydn, com a Camerata Florianópolis. Em 2009, cantou o papel do Conde De Almaviva, da ópera O Barbeiro de Sevilha, em Florianópolis e a Nona Sinfonia de Beethoven, com a OSMG, em Belo Horizonte, Die Jahreszeiten, de Haydn, entre outros. Em 2010, solou a Paixão Segundo João, de Johann Sebastian Bach, com a Camerata Florianópolis, em Blumenau e Florianópolis. Entre outros, foi solista no Theatro São Pedro de SP dos concertos Gala Rossini e da opereta A Viúva Alegre, de Franz Lehar. Em 2011, foi solista de obras como A Cantata do Café, de Johann Sebastian Bach; A Viúva Alegre, de Franz Lehar, Paixão segundo João, de Bach, com a Orquestra do Theatro Municipal de São Paulo, 9ª Sinfonia, de Beethoven, com a Camerata Florianópolis, entre outras.

Em 2012, sua agenda conta compromissos na Europa e no Brasil, destacando-se a ópera Idomeneo, de Wolfgang Amadeus Mozart, no Theatro Municipal de São Paulo e a opereta Die Fledermaus, em Würzburg, na Alemanha, a opereta A Viúva Alegre, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e no Palácio das Artes, de Belo Horizonte, entre outras.
Tem gravados quatro CDs de música colonial latino-americana, Matinas de Natal de João de Deus Castro Lobo e Novenas, do Padre José Maurício Nunes Garcia, Missa de San Ignácio, de Domenico Zipoli e De Capella, do Padre José Maurício Nunes Garcia, além de um registro em CD do Oratório de Natal de Bach, com a Camerata Antiqua de Curitiba, como o Evangelista.

Serviço:
Soli Deo Gloria - Concerto inaugural do Vocal Consort Blumenauensis
Data e horário: 17 de dezembro, às 20h
Local: Teatro Carlos Gomes – Auditório Heinz Geyer
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Mais informações: (47) 9985-0096 (Marcos Liesenberg)

Fonte: Vocal Consortis Blumenauensis

Aconteceu

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