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Domingo, 13 Outubro 2013 21:00

Rose Praun: História marcada por aprendizados e ensinamentos

Rose Praun esteve pela primeira vez no Teatro Carlos Gomes aos seis anos. A sede ainda estava em construção e havia a festa da Cumeeira. “Lembro muito bem desse tempo”, afirma ela. Alguns anos depois, começou as aulas de violino por influência da mãe, Herta Mayer, que era violinista. “Criei uma imensa paixão pelas aulas de música”, comenta.

A irmã fazia aulas de piano. E as teclas eram realmente a grande paixão de dona Rose, que mudou as aulas para o instrumento em 1945, aos 12 anos. O Conservatório de Música estava nas primeiras épocas quando a professora Judith Baumgarten, que então lecionava para Rose, ficou cega e ela acabou migrando para a nova escola quando começou a ter aulas com Oleg Muzishenko. Isso aconteceu em 1949. “Foi aí que começou para valer”, diz. “Eu estudava seis ou sete horas por dia só de piano”.

Depois de algum tempo, largou o instrumento por outros afazeres. “Mas me faltava alguma coisa. Eu tinha família e uma casa, mas eu ainda precisava ter este contato. Foi aí que voltei a ter um piano”, diz. Em 1963, o ex-professor de Rose a convidou para ministrar as aulas da classe dele. “Nunca quis lecionar. Mas o convite foi irrecusável. Não tive resistência da minha família porque lecionava em casa. Eu adorei aquilo”.

Em 1969, Rose leu um artigo no jornal de que haveria um seminário de música. Inscreveu-se e fez aulas com a professora Eugênia Maria Tavares para se preparar para este momento. Durante este seminário, teve aulas também de flauta doce. “Nunca tinha tocado este instrumento. Aprendi por insistência de Oscar Zander. Meu primeiro professor foi Jorge Preiss, que chegou à cidade junto com Zander e sua equipe”, comenta.

Em 1971, quando a Escola de Música do Teatro Carlos Gomes foi fundada, a professora já era frequentadora do Teatro como ouvinte e já se apresentava no coral de câmara da Escola de Música e também no grupo de música antiga.
Começou a lecionar no Teatro Carlos Gomes em 1º de setembro de 1973. Dava aulas de musicalização e também de flauta em grupos. São inúmeras as histórias e pessoas marcantes. “Mas três pessoas são muito especiais: Oscar Zander (pelas oportunidades que sempre me deu), Jorge Preiss (por tudo o que me ensinou) e Noemi Kellermann (pela amizade e parceria de tantos anos)”, aponta.

Outro fato importante que dona Rose destaca foram as aulas de flauta com Helder Parente, no Rio de Janeiro. “Senti que a Escola de Música do Teatro Carlos Gomes investiu em mim quando me proporcionou aquele momento”, diz.
São 40 anos em 2013. “A Escola de Música do Teatro Carlos Gomes é a minha vida. Aqui aprendi muito, fiz muitos amigos”, comenta. Isso é fácil de perceber. Ao andar com dona Rose pelos corredores da Escola de Música, o carinho que as pessoas demonstram por ela é o mesmo que a instituição tem e sempre terá pela professora.

Rose Altenburg Praun: em 2013, 40 anos como professora na Escola de Música do Teatro Carlos Gomes
* Por Noemi Kellermann, diretora artístic-pedagógica da Escola de Música

Rose Altenburg Praun iniciou aos 12 anos estudos de Piano com professor particular ingressando mais tarde no Conservatório Curt Hering onde , até 1966 continuou  seus estudos de Piano com o ucraniano Oleh Muzishenko, paralelamente cursando regência coral e órgão com o Kantor Franz Meyer de Hannover.

De 1969 até 1974 participou dos Seminários Catarinenses de Música onde iniciou o estudo de Flauta Doce . Em 1972 ingressou na Escola Superior de Música quando passou a trabalhar com Morfologia e Estruturação da Música com o Prof. Dr. Oscar Zander e dá continuidade a Flauta Doce com Jorge Hirt Preiss. Em 1973 é convidada a integrar a equipe de professores da Escola Superior de Música  como professora de Flauta Doce . Continua atualizando-se, regularmente em diversos cursos: Flauta doce com Helder Parente (Rio de Janeiro) e Flávio Stein (Curitiba) , Laboratório Coral  com Elza Lakschewitz  (Funarte) , Master class de Flauta Doce com Renata Pereira (São Paulo) e várias Oficina  nos Festivais de Música em  Curitiba .

Atuou também como professora na Escola de Música da Casa da Cultura em Joinville, na Escola Barão do Rio Branco em Blumenau , na Fundação Cultural em Pomerode, nos Seminários de Regência de Rodeio 12, na Casa de Cultura em Itajaí , no Colégio Bardhal em Florianópolis, nas Semanas de Canto Coral  e Música Sacra em Blumenau, em Ivoti  e em São Bento do Sul  .

Integrou o Coral Ars Sacra, o Coro de Câmara  e o Studio de Musica Antiga da Escola de Música, e criou , na década de 80, o grupo de Flautas Doce “Populyphplia,”  e em 2008 o grupo “Soprattuto”. Atualmente,  na Escola de Música do Teatro Carlos Gomes , tem exercido  funções   como professora de Piano , Flauta Doce e co-repetição tocando junto a  outros instrumentistas e cantores.

Em 2012 fez uma importante doação para a Biblioteca da Escola de Música do Teatro Carlos Gomes: o acervo integral de sua biblioteca de trabalho que  nestes mais de quarenta anos de atividade como docente e musicista resultou em mais de  duzentos títulos de obras e métodos   em  edições  originais  do universo da  Flauta Doce.


Fonte: Melz | Assessoria de Imprensa - Teatro Carlos Gomes

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